"aos revolucionários"

Tenho lido, ouvido e visto tantas...
E uma das que me fazem sentido
É o que segue abaixo





"Ao povo, revolucionários! Esqueçamos as divergências dispersivas, chega de perda de tempo e energia. Chega de conflitos inúteis, de disputas ideológicas estéreis. O inimigo é a ignorância, a inconsciência em que se encontra a esmagadora maioria, pela sabotagem sistemática da educação e das comunicações. Sem a população somos poucos, somos dispersos, somos quase nulos. Espalhemo-nos nas favelas, nas baixadas, em meio à maioria. Saiamos dos auditórios, das agremiações, dos pequenos grupos ideológicos. Olhemos a história! Conscientizemos! Aprendamos a linguagem popular. Desçamos dos pedestais acadêmicos! Abracemos a população, sem ela nada valemos. Expliquemos com humildade. O povo não pergunta, não diz "não entendi", nós é que temos que ir a ele, não esperar que venha a nós. Simplifiquemos o vocabulário e expliquemos de coração aberto. Quem sabe mais tem a obrigação moral de ensinar a quem não sabe. Não culpemos, nem desprezemos a ignorância plantada há tantas gerações. Tenhamos paciência, perseverança, persistência. Ao não sermos compreendidos, procuremos em nós mesmos as falhas, tentemos mais e mais e sempre, até conseguirmos. Conscientizemos sem cores, sem doutrinações, a maioria não percebeu como funciona o Estado, como somos roubados em educação, em informação, em dignidade, em direitos básicos, como somos manobrados. Às favelas! Às periferias! Aos excluídos! Aos sabotados! Aos explorados! Aos marginalizados! A humildade, sim, é revolucionária. A solidariedade é revolucionária. Chega de vociferar contra os opressores, é hora de combater a opressão, de esclarecer os oprimidos, de falar sua língua. É hora de oferecer sem cobrar, de esclarecer sem doutrinar. O trabalho é longo, árduo, profundo. Precisamos doar nossas vidas. A generosidade é revolucionária, a abnegação é revolucionária. Contestemos a vida mesquinha e sem sentido, recuperemos a auto-estima destroçada pelo massacre secular, revelemos os valores mentirosos plantados no inconsciente coletivo. Revelemos o poder do coletivo, tão massacrado, tão desprezado, mas tão indispensável à estrutura social. Somos a base e o poder, estamos anestesiados, adormecidos e cooptados. Despertemos!
Revolucionários de qualquer linha ou tendência, chega de dispersão! Chega de arrebanhamento e divisão! Os que forem sinceros,

Às ruas! Às favelas! À pobreza! Às multidões!"



*Reproduzido na integra do blog http://manifestosdetoque.blogspot.com/



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