De volta ao Role Brasil

“Nós viajamos para abrirmos nossos corações e olhos e para aprendermos mais sobre o mundo do que aquilo que nos é noticiado pelos nossos jornais. (...) Para mim, a primeira grande alegria de viajar é simplesmente o luxo de deixar em casa todas as minhas crenças e certezas, e enxergar tudo aquilo que eu pensei que eu soubesse sob uma luz diferente, e de um ângulo tortuoso.” 
Pico Iyer 

De volta ao Role Brasil. Ver o novo e de novo o já visto, mas com novo olhar. Lugares e pessoas, pessoas e lugares; um leva a outro e ambos mostram direções. Indicam caminhos.
Longa viagem de carona a bordo de um gigante da estrada. O maior permitido pelas leis rodoviárias; 30 metros de comprimento e quase 70 toneladas sobre 9 eixos. O grande bicho de metal chamado de Bitrenzão pode ser tartaruga na subida e avalanche na descida. Se deixar arrasta (quase) tudo. Mas também tomba. Comprova-se pelos exemplos de seus semelhantes deitados no caminho. Uns mais, outros menos prejudicados e prejudiciais.
Neste transporte residência, a janela em movimento dá visão ampla das beiras. E quanta beira se vê durante as mais de 77 horas entre a “capital da fumaça” e Salgueiro, interior pernambucano. Beira de rios e de vegetações que se transformam ao decorrer dos quilômetros. Beira de cidades. Beira de vidas a beira de estradas. E o pensamento beira a tudo, menos respostas. Bom é que são as perguntas que movimentam o indivíduo e, logo, a humanidade.

Vavá e seu bitrenzão




*Postado em 08/02/2013

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